Gestão de Cricielle mudou o IEMA no Maranhão
29 de julho de 2026

Poucas políticas públicas educacionais cresceram de forma tão consistente no Maranhão quanto o Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA). Em poucos anos, a rede ampliou sua presença em dezenas de municípios, praticamente dobrou o número de estudantes, tornou-se destaque nacional em robótica e pesquisa científica, reduziu a evasão escolar a uma das menores taxas entre as redes públicas de ensino técnico do país e consolidou um modelo que reúne educação integral, formação profissional, inovação, cultura e inclusão.
Mais do que uma expansão física, o IEMA passou por uma transformação estrutural. O crescimento da rede foi acompanhado por investimentos na qualidade do ensino, na permanência dos estudantes, na valorização da diversidade, na produção científica e na criação de oportunidades para milhares de jovens maranhenses. Esse conjunto de ações fez com que a instituição mudasse de patamar e se consolidasse como uma das principais referências da educação profissional no Maranhão.

Parte dessa transformação tem origem na gestão da ex-diretora-geral Cricielle. À frente da instituição entre 2023 e 2026, ela conduziu o maior ciclo de expansão da história do instituto, promovendo mudanças que alcançaram desde a ampliação da rede física até a consolidação de um modelo de ensino voltado à inovação, à inclusão e à formação integral dos estudantes.
Os números revelam a dimensão desse crescimento. Em quatro anos, o IEMA passou de 34 para 58 unidades plenas distribuídas em 44 municípios maranhenses. No mesmo período, o número de estudantes matriculados saltou de pouco mais de 14 mil para uma previsão de aproximadamente 25 mil alunos, ampliando o acesso à educação profissional em todas as regiões do estado.
Entretanto, crescer nunca foi o único objetivo. A expansão veio acompanhada do fortalecimento do modelo pedagógico, da ampliação para 49 cursos técnicos distribuídos em 11 eixos tecnológicos e de investimentos voltados à permanência dos estudantes. Os resultados apareceram rapidamente: enquanto a evasão escolar permanece como um dos maiores desafios da educação brasileira, o IEMA reduziu esse índice de 0,60% para apenas 0,34%, consolidando uma das menores taxas entre as redes públicas de educação profissional do país.

Para Cricielle, os resultados alcançados refletem uma gestão que colocou a educação pública no centro das transformações sociais.
"Quando assumimos o IEMA, tínhamos um compromisso muito claro: fazer a instituição crescer sem abrir mão da qualidade. Expandir a rede era importante, mas nosso maior objetivo sempre foi garantir que cada estudante tivesse acesso a uma formação integral, conectada com a ciência, a tecnologia, a cultura e as oportunidades capazes de transformar vidas. Ver o IEMA chegar a mais municípios, alcançar milhares de jovens e se consolidar como referência em educação profissional mostra que é possível construir uma escola pública inovadora, inclusiva e de excelência quando existe compromisso com as pessoas e com o futuro do Maranhão", afirmou a ex-diretora-geral.
Os resultados acadêmicos acompanharam esse avanço. O instituto alcançou o maior IDEB entre redes equivalentes, acumulou 3.544 premiações em competições acadêmicas e científicas, conquistou 572 medalhas de ouro e ampliou significativamente a participação dos estudantes em projetos de pesquisa, chegando a 225 bolsistas vinculados ao CNPq, ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e a outros programas de fomento. Esses indicadores refletem um ambiente escolar voltado à produção de conhecimento e ao incentivo ao protagonismo estudantil.
A inovação também passou a ser uma marca da instituição. O fortalecimento da robótica educacional levou estudantes maranhenses a competições estaduais, nacionais e internacionais, incluindo a RoboWorld Cup FIRA. Ao mesmo tempo, iniciativas como a Cultura Maker e a Game Jam Iemanas impulsionaram a criatividade, a pesquisa aplicada e ampliaram a participação feminina nas áreas de ciência e tecnologia.
A transformação do IEMA também alcançou a cultura e a formação cidadã. Durante a gestão, foram criados programas como o MOVIEMA e a Feira Cultural e Étnico-Racial Maranhense (FECULEMA), além da implantação da política permanente de capoeira, iniciativas que fortaleceram a identidade cultural maranhense e aproximaram o ambiente escolar da realidade vivida pelos estudantes.
Outro marco foi a consolidação de políticas voltadas à inclusão e aos direitos humanos. Pela primeira vez, o IEMA passou a contar com uma Coordenação de Diversidade e Relações Étnico-Raciais, implantou os Núcleos de Educação em Direitos Humanos e lançou a Cartilha de Nome Social, fortalecendo uma política institucional voltada ao combate ao racismo, à valorização da diversidade e à promoção de um ambiente escolar mais acolhedor e inclusivo.
O investimento também chegou ao cuidado com os estudantes. Equipes formadas por psicólogos, assistentes sociais e pedagogos passaram a atuar de forma integrada nas unidades, enquanto programas como Mulheres Mil, Pé-de-Meia, Internet Brasil e iniciativas ligadas à bioeconomia ampliaram oportunidades e contribuíram para fortalecer a permanência escolar e a formação dos jovens maranhenses.
Ao encerrar sua gestão, Cricielle deixou um IEMA maior, mais presente no interior do estado e reconhecido pelos resultados alcançados em educação, ciência, tecnologia, cultura e inclusão. O legado construído vai além da abertura de novas escolas ou do aumento no número de matrículas. Está na consolidação de uma política pública que conseguiu expandir a educação profissional sem perder qualidade, transformando o IEMA em uma das maiores referências do Maranhão e ampliando as oportunidades para milhares de jovens que encontraram na educação um caminho para mudar suas vidas.
